A minha relação com a comida

O que separa uma foto da outra é MUITO (mas muito) mais do que um antes e depois, uma espécie de síntese banal. Entre uma imagem e outra há um caminho muito bonito, mas também muito dolorido. Não, eu não agredi meu corpo, não tomei remédios, não desenvolvi nenhum transtorno alimentar. A dor veio como parte do processo de transformação, pois mudar a nossa cabeça demora muito mais do que mudar o nosso corpo, mas, sem dúvida, é a mudança mais importante.

Meu processo de emagrecimento teve muitas fases, o que é absolutamente normal; você perceberá isso. Em março de 2016, quando decidi começar, eu não mudei nenhum hábito alimentar. Contudo, meu primeiro passo foi a academia; ia 3 vezes na semana. Um pouco depois (mais precisamente no feriado de Corpus Christi, no último final de semana de maio de 2016), eu percebi que, para ter resultados, eu tinha que fazer da atividade física um hábito. Como eu percebi isso? Engordei 2 quilos em um feriado. Meu metabolismo andava mal.

Quase no meio do processo, em setembro de 2016, eu mudei de fato a alimentação (mesmo sendo alimentos que HOJE eu não como e não indico para quem quer emagrecer, pois na época fui em uma nutricionista que tinha uma estratégia alimentar que permitia pão integral, arroz integral, produtos light e etc-), MÃS não minha mente. Já em dezembro/janeiro de 2016 e 2017, respectivamente, eu decidi mudar novamente a alimentação, só que a mente permanecia a mesma, ou seja, eu não estava entendendo as razões que me fizessem entender os motivos pelos quais eu deveria comer aqueles alimentos e a o impacto deles no meu corpo. Eu obedeci a uma tabela nutricional, mas não entendi porque era assim. Entendem? Eu não estava no controle. Na verdade, eu era guiada, como acontece com a grande maioria das pessoas que querem emagrecer e procuram auxílio profissional de um nutricionista.

Bem, mas aí eu finalmente cheguei na fase atual, em meados de março de 2017 – até o momento (4 de maio de 2017), quando eu posso dizer que, hoje, eu mudei a minha relação com a comida e com o meu corpo. Sem dúvidas, a atual fase está sendo a melhor fase. Por quê? Pq eu entendi o que eu como, pq eu como, como eu como, quando eu como e para quê eu como. Eu entendi que a comida não é inimiga. O “inimigo” é a nossa cabeça.  É CLARO que a “nossa cabeça” passa pelo social, pelo que é histórico. Eu não estou negando essas determinações, eu só estou tentando dizer que olhar para si, tentar se perceber, se conhecer, fará uma bem ENORME para o seu processo de emagrecimento. Mas como se conhecer? Não tem receita. Eu demorei um ano para me perceber, para compreender o papel e o sentido da comida e da atividade física na minha vida. Tenho orgulho de perceber que a mudança seguirá pq eu conheço meu corpo,  não simplesmente pq me disseram que ter uma alimentação saudável e praticar exercícios são necessários para o emagrecimento.  Percebem a diferença?

Esse lance da consciência é um processo muito individual; ela chega para cada um de um jeito (e tem pessoas que nunca acessam a bendita, acreditem). Antes, acreditem, eu deixava de sair com amigos porque eu  não tinha ferramentas para dizer “não” à cerveja e aos petiscos. Para não me prejudicar, escolhia não sair. Hoje eu saio e ESCOLHO comer ou não comer. E se eu comer, não tem problema, pq a janela terá sido aberta, mas será fechada no dia seguinte, pq a vida seguirá seu fluxo, com uma alimentação boa, com comida de verdade. Entendem? Hoje eu estou no controle. Eu decido. Foi fácil chegar até aqui? De jeito nenhum! Mas é possível? Extremamente.

Eu considero que dois fatores foram fundamentais para essa minha “consciência alimentar”: 1) ter passado pelo que eu passei e 2) ter conhecido a estratégia Low Carb.  (Ainda vou escrever SÓ sobre a Low Carb aqui, calma! hahaha). Para mim- e isso é SÓ A MINHA OPINIÃO-, poder escolher o que comer, quando, onde e como comer, é LIBERDADE.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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2 comentários sobre “A minha relação com a comida

  1. Lilian disse:

    Adorei você falando do tomar consciência daquilo que estava comendo, e com certeza è um processo diferente pra cada um, mas que legal que em um ano do inicio do seu processo de emagrecimento essa consciência faça já parte da tua caminhada!

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